A polêmica entrevista de Suzane von Richthofen a Gugu Liberato voltou a ser assunto 10 anos depois, graças ao sucesso da série “Tremembé”, que aborda o dia a dia dos presos famosos no Brasil. A obra expõe o cachê de R$ 120 mil que a ex-estudante de Direito recebeu pela aparição, mas ela foi além e fez uma série de exigências à produção do programa. As informações a seguir são do site Notícias da TV.
O documento foi registrado no cartório do município de Tremembé. Suzane solicitou que apenas o programa de Gugu exibisse e reprisasse a entrevista, privando outras atrações da Record TV de levarem o conteúdo ao ar. A única exceção eram as chamadas da programação.
Gugu prometeu tratar Suzane com dignidade e deixá-la livre para falar o que queria. Mesmo assim, ela exigiu a assinatura de um acordo. Tudo isso porque já acumulava polêmicas com a emissora no passado.
Em 2006, quando aguardava o julgamento em liberdade, a assassina dos pais teve toda a sua rotina exibida pelo “Domingo Espetacular”, com direito a idas a praias, restaurantes e sorveterias. Seis anos depois, Suzane processou a Record por exibir imagens dela dentro do presídio. A emissora foi condenada e proibida de fazer registros da detenta na cadeia.
O acordo foi assinado por Suzane, por Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão, com quem ela era casada na época, e por Mafran Dutra, executivo da área artística da Record.
Promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo e comentarista do programa “Alô Você”, do SBT, Eliana Passarelli revelou que deu aula para Suzane no primeiro ano de faculdade.
Eliana lembra que Suzane recebeu apoio dos colegas de classe, que, a princípio, nem desconfiavam de que ela teria relação com o assassinato dos pais. “Toda a classe, os colegas dela - porque o ocorrido aconteceu quando ela estava no primeiro ano - estiveram no velório e a consolaram. A cena que temos, com ela no caixão, mostra todos os meus ex-alunos atrás dela. É muito louco! Aquilo comoveu de tal maneira, e todos sentiram muita pena dela. Foram até a casa dela, tentaram fazer com que ela ficasse mais feliz. Consolaram essa menina, que era completamente afetuosa”, relatou.
“Na sala de aula, ela era uma menina normal, com inteligência dentro das expectativas das notas, e brincava com um professor querido, que não vou dizer o nome. Ele tinha o rosto bem rosado e uma aparência de Papai Noel, então, ela ia até as bochechas dele e brincava, dizendo: ‘Oi, professor! Você vai ser o meu Papai Noel no Natal’. Imagino que hoje ele não queira ser nada. Não era um comportamento infantil, era algo dissimulado e amigo, de uma pessoa que se aproximava”, avaliou.
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